Hoje não mais

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Tem dias que eu não quero ser nada; só eu.

Eu não quero ser a estudante, eu não quero ser a estagiária, eu não quero ser a irmã, filha, namorada, jornalista. Embora eu goste, hoje eu não quero. Tem horas que o mundo é demais, a gente não sabe pra onde vai, o que faz ou o que vai fazer. Eu só queria não ser.

Eu queria escrever, esse era o norte que guiava minha vida. Eu queria mais, ser mais, escrever mais, ser mais dona do meu nariz; me perdi no caminho. Acontece.
Hoje não escrevo e não sou nada além de mim. Fico com os olhos marejados pois as vezes pesa. Tá tudo bem não ser. Mas tem horas que dói.

Hoje eu não queria ser nada; só eu.

Olhos de amor

Então eu vi o vídeo da Ana e me senti (muito) aquecida por dentro.

Sabe quando a gente às vezes vê a vida um pouco embaçada? Confesso que isso tem ocorrido com uma certa frequência por aqui. Eu não ouso dizer sobre o que é o vídeo da Ana, mas eu ouso dizer sobre o que ele é para mim: é sobre a vida, sobre o mundo, sobre as pessoas e sobre nós mesmos.

Ana falou comigo e me fez rir, me fez chorar. Me fez sentir e pensar que a vida é linda sim – principalmente quando nos permitimos sentir gratidão. Me fez ter a certeza que o meu coração fala comigo e que ele sempre tem razão. O mapa para os nossos caminhos e as respostas que procuramos já estão aqui, dentro de nós. Nos basta saber escutar.

Obrigado por me ensinar, Ana. A partir de agora, eu olho a vida com olhos de amor!

Links, links e algumas palavras

Oi!

Os meus dias tem sido mais coloridos e necessários com essas coisas lindas que partilharei aqui. Então, se eu fosse você, ia correndo dar uma olhada:

um | Fofuríneas
Site delicinha de goodies pra gente se derreter enquanto olha, salva e deixa de descanso na tela no celular/computador/tablet. Vai ver que é muitamô!

dois | Carta de uma branca para outra – O turbante e o conceito de existir violentamente

Apenas digo que Eliane Brum se faz sempre necessária – e suas palavras, mais ainda. Vá ler esse texto e sentir muito (muito) após refletir sobre seus privilégios.

três | Minimanual do Jornalismo Humanizado – Think Olga

Esse não é novidade, mas é tão importante quanto fosse. Pra quem não sabe, eu estudo Jornalismo e este manual é um guia que busco seguir veemente todos os dias da minha vida. Caso você não estude Jornalismo, não tem problema, ler e entender sobre o que você consome (e a forma que você consome notícias) é de extrema importância para sermos humaninhos melhores!

E por fim, não é link, nem nada, apenas algumas palavras minhas para dizer que não há sensação no mundo mais gostosa que planejar uma viagem e sonhar com cada detalhe. Cada dia que passa significa que estou mais perto do meu sonho e isso me deixa com caraminholas na cabeça, ansiosa por tudo de bom que eu sei que está por vir.

I used to dream about escaping my ordinary life, but my life was never ordinary. I had simply failed to notice how extraordinary it was!

O que sobrou das férias

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2017 já começou aquecendo o meu coração de uma forma não tão convencional. Durante os primeiros dias do ano, prometi pra mim mesmo que dessa vez criaria uma rotina organizacional e a seguiria veemente. Depois de muito ver vídeos e tomar doses de inspiração no Pinterest, decidi fazer a minha própria planner. Coloquei a mão na massa e comprei coisinhas fofas de papelaria. Customizei um fichário, criei minha planilha de meses, semanas e dias.

Pode parecer bobo, mas isso tem me feito um bem danado. Planejar sobre os meus dias e consequentemente sobre minha vida no final de cada dia me deixa um pouco ansiosa, mas de uma forma gostosa. Está tudo correndo bem, sempre penso em coisas boas e acho que elas estão voltando para mim de alguma forma.

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Estou absurdamente viciada em Orphan Black e acho que se você nunca ouviu falar sobre esta série agora é o momento de largar tudo o que está fazendo para ir assistir. Tô falando sério, é maravilhosa e tem tudinho na Netflix. Além desse novo vício – tinha parado faz um tempo com séries – eu estou me forçando a ler com mais frequência. Essa coisa toda de organização tem me ajudado bastante a colocar em prática o que antes só ficava no imaginário (e também a ser uma pessoa que se lembra mais das coisas).

No final das contas, acho que estou um pouco empolgada com essa nova rotina, com tudo que está acontecendo e também com tudo que está por vir. Minhas aulas voltam um dia depois do meu aniversário. It’s gonna be a good year! 

De repente 2017

Sem querer ser chata: 2016 foi um saco.

Daqueles bem pesados, mas fazer o que, né? A gente enfrenta como pode, as vezes segue empurrando com a barriga até que não precise mais. Agora ele acabou e acho que boa parte de tudo que aconteceu tem a ver com nós mesmos. Essa crise insana que o mundo vive serve para nos lembrar que a humanidade se perdeu em algum momento. Estamos em crise também, uma crise dura e difícil.

Apesar de tudo isso, prefiro acreditar que uma hora as coisas se encaixam. Então nem vou pedir para 2017 me surpreender, por que eu sei que vai, mas sim para que ele seja necessário. Dizem que as mudanças fazem bem para nossa alma, o futuro não é mais do que o desconhecido.
Sigamos então: fazendo o bem e desejando que ele volte em dobro para nós de algum lugar escuro e incerto. A gente anda precisando!

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Hoje

Hoje eu acordei e chovia, aquela chuva fininha que faz barulho e nos faz querer ficar na cama por mais alguns minutos. Levantei e fui tomar meu café com leite de todos os dias.

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Voltei pra cama, abri meu notebook, coloquei Ben Howard pra ouvir e fiquei pensando em como a coisa toda de sonhar é doida. E olha que eu nem estou falando dos sonhos da noite passada, mas sim dos sonhos que temos pra nossa vida.

Desde a última vez que escrevi aqui para o blog tanta coisa mudou e continua mudando. Acho que a maior fase de mudança da minha vida está sendo agora.
O meu maior sonho sempre foi viajar o mundo, sabe. Pensar em conhecer pelo menos uma partezinha dele enchia o meu coração e os meus olhos, agora isso vai ser possível na minha vida!

Eu não sei muito bem nem como lidar com esse fato além de que estou mais feliz que nunca. Recebi minha carta de aceitação da escola esses dias e senti como se estivesse lendo a minha carta de Hogwarts (YAY!) foi bem especial! Mas minha viagem ainda está um pouco longe e até lá eu preciso enfrentar o monstro que vem se tornando minha faculdade, os professores, as provas e os trabalhos. Vai ficar tudo bem.

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Eu ando sentindo tanta falta de um bom livro na minha vida que olha, é como se tivesse um buraco no meu peito. Desde que terminei Hibisco RoxoAmericanah entrei em ressaca literária. Estou pensando em como Amanda Palmer seria útil no momento atual. Quem sabe, né?

Aquele em que eu desisti

A pessoa aparece depois de quase vinte dias sem dar às caras e já começa falando que desistiu do BEDA. Bom, isso definitivamente não estava nos meus planos – porque eu queria de verdade ter terminado o desafio, mas não deu. Shame on me. A coisa de escrever todos os dias exige um esforço absurdo que eu não possuo no momento. Na verdade, tava tudo indo bem… Eu consegui me organizar por uns dias, mas depois desandou a vida devido ao fato de que acontecem coisas!

Resumidamente: nesse tempo eu consegui um estágio, os trabalhos da faculdade estão começando a virar uma avalanche e vida social eu basicamente não tenho mais (é real). Dentro disso ainda tem a atenção que eu preciso dar a minha família, ao meu namorado, a mim (hello!), as amigas e os livros que eu quero ler, fora a minha vontade de escrever aqui para o blog – e a lista segue infinita. Mas olha, escrever todos os dias? Não dá. Pelo menos não agora.

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Eu só queria vir dizer que o BEDA foi uma baita experiência para mim, mesmo eu tendo falhado miseravelmente, e que me ensinou coisinhas muito importantes. Levarei todas elas comigo daqui pra frente. O BEDA me deu a vontade de voltar a escrever com frequência. Me mostrou que eu posso e sou capaz, se eu quiser. E o principal: me mostrou que além de não estar sozinha, eu estou no caminho certo.

Queria poder dar um abraço em cada pessoa linda que veio aqui me ler durante esses dias intensos e talvez isso seja possível no nosso encontro de Eu Venci No BEDA (mais ou menos, né?). Isso tudo foi muito especial para mim!

Então, no fim temos eu, tu (talvez), os rascunhos e as palavras semanais. Que eu saiba usá-las bem!

#BEDAofim