De mãos dadas

Uma vez, durante a aula de História do Cinema eu lembrei de um dia que me marcou. Sabe quando do nada a gente tem aquelas lembranças que nos tiram do plano por alguns instantes? Tudo voltou pra mim: a sensação de querer sumir por ter sido um fracasso, o toque dele no meu cabelo e o som das buzinas e dos carros tomando conta dos nossos ouvidos.

Era um dia quente, eu me lembro. Tão quente quanto quando dois corpos entram em contato pela primeira vez. A gente foi para um lugar calmo, onde não tinham mais pessoas ou barulho e foi lá onde nos encontramos um no outro. Me lembro de chorar todas as angústias do mundo imersa em seus braços, enquanto isso, ele me olhava e sorria de canto por saber que no fim tudo ficaria bem. No segundo seguinte eu já não sabia se ficava em paz por tê-lo ali comigo, ou se chorava mais por não querer que ele me deixasse nunca.

Depois de toda a confusão, a gente se apaixonou de novo. A gente tava feliz. Eu passei a mão suave em seu rosto com os olhos fechados, como um carinho, e ele sorriu escancaradamente, porque adora quando eu faço isso.

#BEDAcinco

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