Considerações tolas sobre a vida

Ou: sobre como eu me senti depois de assistir stuck in love.

Fazia frio ontem e eu estava em baixo das cobertas quando abri a Netflix para procurar alguma coisa que me tirasse do tédio. Achei um filme que parecia interessante e dei play. O filme era sobre uma família numa fase um tanto quanto perdida e, no geral, o filme era sobre a vida, sobre amores e principalmente sobre gente que escreve. Mas eu não quero falar do filme, eu quero falar sobre o que ele me causou.

Stuck in love foi o tipo de coisa que falou comigo. Que me pegou de surpresa e me chacoalhou de cabeça para baixo.
A vida nem sempre se mostra maravilhosa, é verdade. Pai, mãe e irmãos nem sempre são a versão que queremos que fossem, é verdade. E as vezes cometemos erros com quem amamos, também é verdade. Mas penso que tudo isso vale a pena se ainda houver amor.

Faz um tempo que eu parei de escrever com frequência, alguma coisa em mim tinha bloqueado e eu já sentia que precisava desbloquear. Acontece que vez em quando nem a gente sabe o que se passa com a gente mesmo. Nesse tempo, eu descobri que não tem problema se você quiser voltar para quem você ama mesmo depois de ter ido embora. Não tem problema perdoar a si e nem os que estão a sua volta, mas principalmente, eu aprendi que não tem problema tentar de novo. Quantas vezes forem necessárias. Contudo, digo novamente: as coisas só valem o esforço se houver amor.

Há uma citação no filme que faz referência ao processo de escrita, de vida e creio eu, de transição.
Esse filme falou comigo porque me mudou. Sinto que voltei de um transe que eu estava há algum tempo, entende? As coisas ficaram claras e isso tudo me deu coragem para enfrentar as coisas velhas e também as novas. Me deu coragem de ir, viver e escrever histórias. Uma pessoa que escreve nada mais é que a soma de suas experiências, como diria Bill Borgens. Então, tá. Eu tô vivendo.

I could hear my heart beating.
I could hear everyone’s heart.
I could hear the human noise we sat there making, not one of us moving, not even when the room went dark.

#BEDAum 

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12 pensamentos sobre “Considerações tolas sobre a vida

  1. Não conhecia esse filme e o que você escreveu sobre, que nem é uma resenha exatamente, me deixou bem curiosa. Também sou uma pessoa que escreve desde que me lembro e também passo por momentos de me achar uma fraude e não conseguir conexão com esse lado que me é tão importante. Acho que não tem fórmula para não sentir isso, o jeito é lidar e ir vivendo, como você mesma disse. ❤
    Um beijo!

  2. Oi Debora! Gostei do texto e fiquei com vontade de ver o filme que o inspirou. Ando mais ou menos e travada em muitos aspectos, em relação a vida, a mim, a familia, viagens e blog e principalmente muito medo ultimamente também. Enfim, acho que vou tentar ver o filme, parece ser bom.

    Beijos.

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