Então eu li Hibisco Roxo

É com um misto enorme de sensações e sentimentos que começo a escrever esse post. Eu posterguei um mês, mais ou menos, até de fato pegar firme na leitura de Hibisco Roxo. Há uma semana esse livro me pegou de jeito pela narrativa, pelas palavras e pela história fascinante; não consegui largar.

Uma breve sinopse:

Protagonista e narradora de Hibisco Roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente branca e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanha que ele rejeita o pai e a irmã. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili e Jaja, seu irmão, passam por uma profunda transformação que mudará suas vidas para sempre.

Sinopse retirada – e alterada – do Skoob.

Hibisco Roxo é um livro duro, daqueles que te cativam e castigam ao mesmo tempo. E acho que é assim porque ele poderia ser real. A história de Kambili, dos efeitos da colonização branca sob a África (que é muito mais profunda que se possa imaginar), do patriarcado enraizado na sociedade e da situação político-social da Nigéria é real. E isso me dói.

Esse livro me marcou muito. Chimamanda Ngozi Adchie faz um trabalho lindo e puro com as palavras, o que me faz querer saborear cada coisa escrita. A linguagem e a narrativa são incríveis!
Lembro de uma parte, onde Kambili diz que não vai esquentar a água da chuva para tomar banho pois não quer perder o cheiro de céu que a água tem.  Ou então, de como ela nos apresenta padre Amadi e a sua voz que parece música…

Sabe, eu me pego pensando em Jaja, Kambili e Tia Ifeoma vez em quando. Queria abraçar Kambili e dizer que está tudo bem, que ela pode sorrir e pode amar. Que Jaja não precisa se culpar e tia Ifeoma não tem que partir. Acho que Hibisco Roxo é intenso, de uma avassaladora força que te puxa e sacode. Mas também é de uma delicadeza que sabe afagar o coração.

Chimamanda é fácil uma das minhas novas escritoras preferidas. Tenho vontade de ler tudo que ela já escreveu na vida, até a lista de supermercado dela me parece interessante.
Hibisco Roxo me ensinou muito, me mostrou muito e me tocou mais ainda. É daquelas histórias que ficam pra sempre com a gente.

Chimamanda, vamos ser amigas?

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