Essa mania de ter vergonha

Tudo começou enquanto eu lia a Newsletter da Aline Valek. Tem um tempinho já que assino este tipo de conteúdo e devo dizer que acho uma delícia!

Eu conheci o trabalho da Aline por causa do feminismo e totalmente por acaso. Que acaso maravilhoso, aliás. Nesta última edição de ‘Bobagens Imperdíveis’, em algum momento, ela deixa um link e fala um pouco sobre como é se auto publicar na internet. O texto em questão é esse aqui ó: Onde mais histórias são possíveis. E é sobre isso que eu quero falar.

Eu sempre tive um pouco (muito) de vergonha de mostrar aquilo que escrevo para as pessoas. Não me pergunte o por quê, mas é real. Não faz muito sentido já que estudo jornalismo, eu sei. E muito menos porque se tem uma coisa que amo fazer nessa vida, essa coisa é escrever, eu também sei. Conversando com uma amiga dia desses se devo criar ou não uma página pro blog no facebook, me dei conta de como é boba essa minha mania de ter vergonha. E que, todas as vezes que eu arrisquei publicando, falando ou mostrando sobre aquilo que eu quero, acredito, sinto e escrevo deu certo. Então vem a lição: é preciso dar a cara a tapa vez em quando. Se a gente não arriscar nunca vai dar pra saber, e não existe coisa pior que ficar na inércia.

Antes de criar o blog eu já escrevia, foi por isso que o criei, na verdade.  Os meus primeiros textos antes de serem publicados eu mostrava apenas para um grupo seleto de pessoas. Lendo o texto da Aline me dei conta que essa liberdade de publicação digital que temos em mãos é uma coisa maravilhosa! Há possibilidades incríveis nela. Talentos são descoberto em um mundo que antes não seria tão possível e fácil assim.

A questão da autopublicação é importante. Essa coisa toda de querer, ir lá e fazer me fascina; por que não precisa de regras, basta fazer do seu jeito e ter propriedade do que diz. Devo dizer que é sim, também, perigoso. Porém, no total acho que dá mais certo que errado – tendo como exemplo pessoas incríveis que conseguiram seu espaço devido a auto publicação nas mídias digitais e hoje vivem disso. E é claro que a internet não é cem por cento linda, mas a parte que é já me satisfaz bastante.

Neste mesmo texto descobri um site chamado WattPad. Lá, quem quer escrever publica histórias, lê histórias, divulga seu próprio trabalho e acompanha os dos outros. Achei tudo muito maravilhoso. Criei meu perfil também porque quero começar a escrever histórias. Se quiser, me acompanha por lá. Basta clicar aqui!

Eu ainda não escrevi nada, mas assim que o fizer venho avisar.  Além disso, fiquei sabendo de histórias que viraram livros publicados por grandes editoras. O meu recado final para mim e para todo mundo é: se arrisca, perde a vergonha, se joga mesmo… Coisas lindas podem acontecer!

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4 pensamentos sobre “Essa mania de ter vergonha

  1. Oi, Debora!

    Essa mania de ter vergonha é algo que eu, infelizmente, ainda não larguei, mesmo tendo o blog há quase três anos. Toda vez que publico algo mais genérico, sobre filmes ou músicas ou coisas assim, eu sempre consigo compartilhar isso no twitter (e só no Twitter. A ideia de pessoas da vida real sabendo que eu tenho blog me dá um pouco de agonia, na verdade). Em compensação, quando escrevo um rant ou desabafo coisas pessoais, eu nunca consigo clicar pra compartilhar.

    Eu sei que algumas pessoas do twitter ainda assim acessam minhas coisas. Eu sei que pessoas da vida real (algumas) acessam as minhas coisas.

    Mas a ideia de gritar ao mundo OLHA EU AQUI, MEU BLOG, EU ESTOU DESABAFANDO me dá bastante medo ainda.

    Beijo!

    Obs.: adorei o layout!

  2. Então, eu li esse texto da Aline. Aliás, eu tenho lido muito sobre isso: pessoas que escrevem, o medo de mostrar pros outros, a necessidade de validação, a sensação de fraude e todo o resto aí no meio. Acho tudo muito natural, praticamente qualquer trabalho criativo vem acompanhado desses sentimentos, mas me entristece um bocado pensar que muita gente boa, que faz um trabalho incrível, acaba parando no caminho porque não acredita no seu potencial, porque não recebeu a validação que precisava, porque não acredita que aquilo é algo de verdade, algo mais do que um hobby ou uma coisa bobinha que a gente faz pra passar o tempo. Eu conheço muita gente boa, gente que merecia estar escrevendo profissionalmente que tá aí, parado por tudo isso. Eu, por exemplo, não sei se escrevo bem de verdade, mas até hoje tenho uma vergonha absurda de mostrar as coisas que eu escrevo, especialmente pra gente que conheço fora da internet, e nunca tive coragem, quando questionada, de dizer que sou uma pessoa que escreve, que sou uma escritora. Porque eu ainda tenho essa visão de que escritor é quem tem livro publicado e taí um troço difícil de tirar da cabeça. É importante que as pessoas estejam conversando sobre isso, acho que isso acaba encorajando muita gente a colocar a cara no sol e ver no que dá, então tenho fé que uma hora a gente chega lá. Um passo de cada vez, uma palavra depois da outra.

    beijo!

    • Oi Ana Luiza! Concordo plenamente com as coisas que disse e acho triste também quando alguém com potencial para de escrever/criar porque se auto-boicotou ou porque não recebeu esse retorno do público e afins. Outra coisa que disse importantíssima: escritor é uma pessoa que tem livros publicados. Será mesmo só isso? Sabe, eu me considero uma pessoa que escreve, assim como você e assim como milhões de outras garotas, imagino. E só porque não temos livros publicados não significa necessariamente que não… escrevemos. A gente escreve, mas de outra forma. Um dia, quem sabe, a gente chega lá com os livros, né?! Por ora, acho importante esse feedback com pessoas que a gente lê. Esse empurrãozinho e essa certeza de que a gente ta fazendo, e ta fazendo certo… Beijos! ❤

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