Aquela que quer falar

Nos últimos treze dias aconteceram diversas coisas com o mundo. Devo dizer que em sua maioria não boas. Mas me afetaram de uma tal forma que preciso dividir por aqui.

Comecemos pelo dia que eu estava acordada de madrugada e me deparo com a notícia de que um teste de bomba (!) foi realizado no continente asiático. Fiquei com medo, em pânico, desejando uma não-guerra e que os afetados estivessem bem, na medida do possível. Enquanto isso, pessoas rindo da situação na internet me fizeram pensar que apesar dessa mania de fazer graça sobre qualquer coisa, é preciso ter limites e hora para tudo.

Longe de mim querer bancar a moça que dita coisas, mas pensar no próximo e sentir compaixão (ao invés de rir) não mata, nem dói, sabe? Pelo contrário. Rezei nesse dia e pedi que tudo ficasse bem para quem estivesse precisando.

Outra coisa me fez refletir sobre esse acontecimento: o que está havendo com o mundo? Tem mais guerra no Oriente Médio, isso me deixa triste. Tem terrorismo sendo praticado, isso me deixa triste. Tem descaso no Brasil, isso me deixa triste. É tudo sobre poder, dinheiro, luxo e ‘querer estar certo’. Enquanto uns lutam covardemente por isso, outros perdem a vida de graça. Não tem onde morar, passam fome, perdem as pessoas que amam. E tem gente que ainda assim só consegue olhar para si. Para refletir e rezar todos os dias…

Seguimos para o próximo fato: a passagem do transporte público aumentou aqui em São Paulo e, obviamente, ninguém ficou satisfeito. O MPL, Movimento Passe Livre, organizou manifestações, onde muitas pessoas se juntaram e lutaram pela revogação do aumento.

E teria sido lindo caso a nossa polícia não fosse treinada para reprimir qualquer tipo de manifestação popular. O que aconteceu foi um verdadeiro retrocesso. Vi gente apanhando de graça, jornalistas sendo impedidos de fazer o seu trabalho e mais uma vez, apanhando – de graça. Geral levando bomba, gás de pimenta na cara e pelo que mesmo? Por reivindicar seus direitos. Será que tem algo errado acontecendo?

Isso me fez lembrar as manifestações, que tomaram conta do país em 2013 pelo mesmo motivo. Foi lindo, e embora a grande mídia tentasse mudar o foco da luta, foi forte e encorajador.

Voltemos a 2016: no terceiro ato, os manifestantes – e não arruaceiros – deram um exemplo contra o abuso de poder e a violência policial. Que seja sempre assim! Pelo visto, esse ano vai exigir muito de todos nós, em vários sentidos.

A luta está longe de ser ganha, mas não deixar de lutar é fundamental. Sigamos…

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